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  • Foto do escritorRamon Gomes

Como os Celulares Têm Influenciado a Linguagem Audiovisual

As tendências de conteúdos dinâmicos e a forma em que consumimos as redes sociais tem ditado o formato de produções audiovisuais focadas na internet.


Uma coisa que sempre acontece tanto no lado mais artístico quanto na publicidade é que são sempre influenciadas pelo seu momento histórico e as novas tecnologias que surgem. O Emissor da mensagem (quem fala/produz) utiliza seu Canal (celular, Tv, papel etc) para alterar o conteúdo afim de explorar suas limitações e ou potencializá-la da melhor forma possível. No texto de hoje vamos discutir um pouco como o crescente uso dos celulares influenciou na criação de uma nova linguagem audiovisual.



Um breve histórico do audiovisual


O Cinema em seu surgimento era filmado com a tradicional película de 35mm que nos trazia um aspect ratio (aquele formato de tela meio retangular) de 1:33:1, ou 4:3. Hoje esse formato é um dos elementos que nos assimila diretamente aos filmes antigos. No video clip “Tonight Tonight” da banda Smashing Pumpkins no qual faz homenagem ao filme “Viagem a Lua” de 1902, esse aspect ratio é utilizado por exemplo.



Com as crescentes inovações cinematográficas, como novos formatos de pelicula, houveram variações como o 16:9, no qual falaremos mais adiante, e talvez o mais famoso, o 2:35:1, aquele mais retangular que nos traz a sensação de estar vendo um filme no cinema, por haver aquelas “faixas pretas” encima e embaixo da imagem.



Surgimento da TV


A invenção da TV causou um grande impacto no formato audiovisual produzido até então. Em seu primeiro momento voltava a usar o formato 4:3 que preenchia totalmente a área de sua tela mais quadricular. Quando houve a mudança de qualidade de imagem para o Full HD as TVs se tornaram retangulares começou a ter uma simulação do formato do Cinema, influenciado pelo desejo constante de uma experiência mais imersiva com a TV em casa.



E então... os celulares


Tudo isso para chegarmos na última tecnologia que talvez seja a que mudou mais bruscamente o formato de tela: o celular. Esse belo aparelho que carregamos diariamente, onde um universo de informações pode ser consultado em questão de segundo e onde passamos em média 3 horas e 40 minutos por dia utilizando aplicativos diversos, segundo o levamentamento da App Annie de 2020 (https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-01/brasil-e-o-3o-pais-em-que-pessoas-passam-mais-tempo-em-aplicativos#:~:text=As%20pessoas%20passaram%203%20horas,maior%20do%20que%20em%202017.)


Em um primeiro momento, o usuário virava a tela para que o formato de 16:9 fosse preenchido completamente pelo vídeo assistido, porém esse conteúdo era primeiramente pensado para computadores. O que mudou aqui foi o início do conteúdo pensado para ser consumido apenas em celulares. A partir daí surgem ferramentas em redes sociais como os Stories, Fleets e até aplicativos inteiros para isso como o Snapchat e mais recentemente o TikTok.



Um novo formato de conteúdo efêmero


O produtor de conteúdo nesse momento passa a fazer as gravações na vertical, muitas vezes falando diretamente com a câmera frontal. Enquanto o formato horizontal explora o ambiente e a relação indivíduo-espaço, o formato vertical foca apenas no emissor da mensagem. O principal agora é a pessoa e o que ela tem a dizer.


A segunda grande diferença está ligada à duração dos vídeos. Enquanto em outras tecnologias como computadores e televisões estavam geralmente apoiadas sobre uma mesa ou cômoda, estamos segurando e assistindo em diversos lugares durante o dia. Os vídeos curtos trazem dinamismo para não cansarmos com o conteúdo ou simplesmente segurar o celular.



Conclusão


Então, está querendo se manter atualizado nas tendências? Ao que tudo indica, vídeos curtos e na vertical são o caminho. Redes Sociais como TikTok têm crescido muito nos últimos anos e o Instagram entrou na disputa direta com sua ferramenta Reels. E até que surja uma nova tecnologia para influenciar a linguagem, esse formato só tende a ser mais consumido com o tempo.




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